giovedì 28 agosto 2014

Mudo pela beleza.

Coisas que nunca consigo dizer-te.
para alem dos campos,
para alem dos sons,
dos passaros que chamam
o amanhecer do sol...
para alem das lagrimas da chumas
que pisam o chao, debrochando lindos flores.
para alem da sua inocente beleza,
que suporta o passar do tempo,
eu amo o essenzial que é em voce.

domenica 30 dicembre 2012

Per te

Non respingermi se ti dico
che scordo il suono della tua voce,
che i tuoi occhi dimentico, felici mentre indagano
attraverso il tempo per scorrere il nostro sentimento.

Ma quando sbocciano i fiori di melo
sotto la luna dalle dita pallide,
sul mio petto vedo il tuo chiaro volto
e i miei obblighi cancello fingendomi malato.

Allora sulla mia camera chiudo le imposte a nascondere il giardino, dove lieta
è la luna per i fiori aperti, che la seducono
con la loro bellezza, chiedendo d'essere ricambiati.

E a te levo le braccia dolenti
e il mio petto avido angosciato sollevo
e lacrimo davvero tormentandomi per te,
e alle porte del sonno mi slancio, per riposare.

Tutta l'ansiosa notte mi agito per te
sognando che sottomessa la tua bocca si porga alla mia,
sento trasportarmi dal tuo petto vigoroso
in un sonno che nessun dubbio o sogno può insidiare.

sabato 7 agosto 2010

Figuras do narcotráfico na Guiné-Bissau



«Administração Interna e Administração territorial são pastas chave pelas quais passavam não só o controlo das forças de segurança mas também todos os movimentos de e para o interior do país.»

O fenómeno do narcotráfico na Guiné-Bissau e o estabelecimento das bases operacionais que levaram à criação do primeiro narco-estado africano teve o seu desenvolvimento entre 2006 e 2008. Na altura, a Guiné-Bissau, um dos países com menor índice de desenvolvimento do mundo, começou a conviver diariamente com voos nocturnos, estranhas movimentações militares em pistas de aterragem abandonadas no interior do país, e um cada vez maior número de viaturas topo de gama que faziam, elas próprias, a distinção entre o mundo do tráfico e o mundo do normal guineense.

As redes de narcotráfico inflitraram-se em todos os domínios da vida na Guiné-Bissau. Desde a classe militar à classe política, passando pelos empresários de ocasião e terminando naqueles que a troco de alguns dólares arriscavam transportar no interior do seu organismo alguns quilos de cocaína nos voos para a Europa. A disseminação da cocaína na Guiné-Bissau, pelo grau a que chegou, nunca poderia ter sido atingida sem que as mais altas figuras do Estado tivessem adoptado uma postura de “activa conivência”.

A influência de Baciro

Pedra basilar de todo o fenómeno do narcotráfico na Guiné-Bissau foi Baciro Dabó. Assassinado na madrugada de 5 de Junho de 2009 em mais uma alegada tentativa de Golpe de Estado a assolar a ex-colónia portuguesa, Baciro Dabó ocupou entre 2006 e 2008 as pastas de Secretário de Estado da Ordem Pública e posteriormente de Ministro da Administração Interna. Em final de 2008, e não obstante o avolumar de suspeitas internacionais de envolvimento no narcotráfico, Baciro foi nomeado Ministro da Administração Territorial.

Administração Interna e Administração territorial são pastas chave pelas quais passavam não só o controlo das forças de segurança mas também todos os movimentos no e para o interior do país. Baciro usou desta sua influência para

assegurar condições ao estabelecimento dos narcotraficantes sul americanos, garantindo a segurança necessária para o prosseguimento das suas operações com destino à Europa. A Guiné-Bissau tornou-se assim, pela mão de Baciro, a plataforma africana de narcotráfico por excelência. O envolvimento de Baciro no narcotráfico nunca foi um segredo de Estado Guineense. O então Ministro não escondia de ninguém os seus gostos luxuosos e o culto da ostentação que o seu súbito enriquecimento lhe permitia exibir. Baciro era simultaneamente temido e invejado. À boca pequena, o facto era comentado por toda a Bissau. Pela população em geral, que mantinha o silêncio receosa da sua aura de gangster urbano e dos seus intempestivos ataques de fúria, e pelas mais altas figuras da Nação guineense, muitas delas também beneficiárias directas ou indirectas dos negócios de Baciro.

A público chegaram apenas uma mão cheia de casos ligando Baciro ao narcotráfico. Muitos outros terão acontecido que nunca terão sido conhecidos. Isto porque Baciro usava a capa do combate ao narcotráfico, função que tinha a seu cargo como Ministro da Administração Interna, para a realização de operações de descarga com total segurança e discrição. Foi assim que largos quilos de cocaína apreendidos pelas forças de segurança guineenses sob o seu comando foram vendidos para seu proveito próprio. Para tal, Baciro simplesmente visitava diariamente traficantes locais no Bairro de Pilum, que tranquila e discretamente tratavam dos seus negócios e garantiam o escoamento da “mercadoria” no mercado internacional, nomeadamente na Europa. Com o consumo de cocaína em expansão na Europa, Baciro não perde oportunidades de conquistar esse mercado. Em 2006, desapareceram 150 embalagens de cocaína quando eram transportadas do Ministério do Interior para o Supremo Tribunal de Justiça, por forças à guarda de Baciro Dabó. Em Outubro do mesmo ano, no aeroporto de Bissau foram presos três nigerianos que transportavam cápsulas de cocaína. Quando Baciro entregou a cocaína em tribunal, tinha já trocado as originais por outras feitas por si. Não satisfeito, mais tarde, auxiliou mesmo à fuga dos três detidos.

O controlo das forças de segurança exercido por Baciro Dabó enquanto Ministro da Administração Interna permitiu também a colocação de elementos chave nos lugares certos, nomeadamente no Aeroporto de Bissau.

Tornaram-se comuns as chegadas de aviões não previstos que transportavam material “humanitário”, cargas que nunca passavam pelos serviços alfandegários por ordens do Ministro. A maioria dos elementos de segurança dos colaboravam com Baciro Dabó nas operações de narcotráfico continuam hoje a desempenhar as mesmas funções no aeroporto de Bissau.

Uma herança de Baciro para a cultura de impunidade que tomou conta do país.

Uma das maiores apreensões de cocaína em solo guineense ocorreu em Abril de 2007, quando a Polícia Judiciária capturou 635 quilos de cocaína. Inicialmente descarregada em Cufar, no Sul do país, a cocaína em estado puro estava a ser transportada para Bissau por altas patentes militares, entre os quais o capitão Rui Na Flack, braço direito do então Chefe de Estado Maior Tagme Na Waie. Cinco dias depois da detenção inicial, Na Flack foi libertado, já depois de Baciro Dabó ter assumido a liderança de um grupo de polícias que tentou assaltar as instalações da PJ, alegando actuar em nome do Presidente “Nino” Vieira. Só a chegada de representantes das Nações Unidas permitiu adiar a concretização da “libertação”.

Ligações de alto nível

Mas a transformação da Guiné – Bissau em Narco-Estado não foi trabalho exclusivo de Baciro Dabó. Apesar do lugar central que desempenhou, Baciro teve a conivência e o apoio das principais figuras do Estado Guineense, desde

políticos, militares a empresários e deputados, alguns deles ainda em funções.

“Nino” Vieira, o ex- Presidente da República Guineense assassinado a 2 de Março de 2009, ocupou um lugar central em todo este processo.

A sua posição na hierarquia do Estado e o seu estatuto na sub-região africana permitiu-lhe o forjar de ligações com o falecido Lansana Conté, Presidente da vizinha Guiné-Conakry e com o filho deste, Ousmane Conté, actualmente detido no seu país por crimes relacionados com o tráfico de droga. Entre “Nino” e Conté existiram transferências de largas somas de dinheiro, transportadas em mão por familiares do Presidente da Guiné-Bissau, a coberto de viagens efectuadas com passaportes diplomáticos.

Em Bissau, Nino Vieira utilizava sobretudo as ligações de Baciro Dabó aos narcotraficantes sul-americanos, tendo como “testa de ferro” vários elementos familiares. Aresidência de um destes “sobrinhos” do Presidente no centro de

Bissau era mesmo conhecida na cidade como um ponto de encontro habitual entre os traficantes da cidade (sul-americanos e guineenses).

“Nino” e a sua estrutura familiar ocupavam mesmo o primeiro lugar entre os traficantes que mais cocaína escoavam para Portugal.

Outra das redes a operar em Bissau era a de Tagme Na Waie, ex- Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, assassinado na mesma noite de “Nino” Vieira. A rede de Tagmé Na Waie tinha a particularidade de estar apoiada na acção dos Para-Comandos, a unidade militar com maior nível operacional do país.

Tagme controlava o narcotráfico com apoio “militar”, chegando mesmo a utilizar o edifício do Estado Maior em Bissau como armazém da droga entrada em Bissau. Terá também sido Tagmé quem conduziu Bubo Na Tchuto, então Chefe de Estado Maior da Armada, aos primeiros contactos com os narcotraficantes sulamericanos.

Depois de entrar no negócio, Bubo transformou os Fuzileiros na sua unidade militar privada, utilizando-a em regime de quase exclusividade para as operações de narcotráfico.

A particularidade das operações de Bubo Na Tchuto é que os carregamentos de cocaína vindos da América do Sul eram largados em alto mar (quer por via aérea, quer por via marítima), sendo depois recolhidos por botes da Marinha e posteriormente armazenadas em terra.

Bubo, que conduzia um veículo Hummer em Bissau (o Presidente “Nino” tinha também um Hummer, um “discreto” veículo amarelo que percorria diariamente as esburacadas estradas de Bissau) usou a sua posição na Marinha para estabelecer duas bases no arquipélago dos Bijagós, uma na ilha de Bubaque e outra em N’ghagu, a partir das quais era feita a distribuição para Conakry e para a pista de aterragem de Cufar, principal entreposto de chegada de droga na Guiné-Bissau.

O “annus horribilis” dos barões da droga

As elevadas quantias que o tráfico de droga permitia obter levaram a que os elementos das primeiras redes se tenham autonomizado, com óbvias implicações entre os diferentes actores.

Estas redes iniciais, que no início tinham elementos comuns e uma hierarquia que não era coincidente com a das estruturas das Forças Armadas ou do Estado, começaram a dispersar-se não se detendo em lealdades anteriores.

É assim que em Setembro de 2007 se verifica a ruptura entre Baciro Dabó e “Nino” Vieira. Se por um lado, Baciro começava a prejudicar as altas figuras do Estado no narcotráfico, não só por exigir para si um quinhão superior ao que era depois atribuído a essas mesmas altas figuras, por outro, a sua excessiva ostentação da riqueza começou a fazer soar os alarmes internacionais para a perigosa disseminação do fenómeno do narcotráfico no país. Com a classificação de Guiné-Bissau como Narco-Estado foi decidido internamente que era necessário uma maior discrição no tratamento destes negócios e o afastamento das figuras de Estado já “queimadas” pela Comunidade Internacional.

Pressionado, Baciro recusou a demissão e ameaçou mesmo “Nino” Vieira com revelações sobre as suas actividades ilícitas. O impasse manteve-se até 2009, “annus horribilis” dos grandes barões da droga guineenses.

As mortes de “Nino” Vieira, Tagme Na Waie e Baciro Dabó poderiam, à primeira vista, fazer crer que a decapitação das redes conduziria ao final do fenómeno do narcotráfico no país. Mas ainda hoje, muitos são os conotados com o narcotráfico que ocupam lugares de destaque na Guiné-Bissau.

Militares, políticos, empresários e um sem número de outros cidadãos comuns que beneficiando dos escassos meios à disposição dos órgãos de justiça locais continuam a desenvolver as suas actividades e as suas operações milionárias, fruto de uma cultura de impunidade que se entranhou na mentalidade do país.

Exemplo desta situação é o caso de um ex-Director Adjunto da Secreta guineense que, como forma de contrariar a vigilância que as autoridades guineenses estariam a colocar aos locais de aterragem abandonados no interior do país, resolveu, ele próprio, construir uma pista de aterragem para aviões bimotores numa propriedade que possuía no Sul do país. Primeiro as máquinas, depois os voos nocturnos, por fim as caravanas de viaturas a alta velocidade que partiam para Bissau durante as horas mortas da madrugada. Apesar de todos estes indícios, não existem registos de que até hoje este alto responsável do Estado tenha sido questionado pela Justiça Guineense. _



CONFIDENTIAL NEWSLETTER, Junho 2010

giovedì 17 giugno 2010

La Corte Costituzionale cancella l'aggravante di clandestinità



Ancora una bocciatura per le leggi razziste e xenofobe volute dal governo Berlusconi e dalla attuale maggioranza di governo. Questa volta è stata la Corte Costituzionale a bocciare la legge che introduce l'aggravante della clandestinità, cioè un aumento di pena fino ad un terzo previsto per chi viene condannato ed è extracomunitario. La norma - secondo quanto pubblicato dall'Ansa - è stata bocciata per violazione dell'articolo 3 e dell'articolo 25 della Costituzione. Cioè per illogicità della norma e per violazione dei principi di eguaglianza. Infatti si tratta di una aggravante che non corrisponde ad una effettiva maggiore gravità del reato ma solo ad una differenza di status (cittadino italiano o extracomunitario). E questo viola le norme costituzionali.
Invece sarebbero state dichiarate infondate le eccezioni di costituzionalità sul reato autonomo di immigrazione clandestina, punito con una multa da 5 a 10 mila euro. Anche se non incostituzionale, comunque la legge ha ricevuto pesanti critiche praticamente da tutti: Alto Commissario dell'Onu per i diritti umani, magistrati italiani, Medici senza frontiere, numerose Ong italiane e persino Famiglia Cristiana

martedì 10 novembre 2009

O Direito das crianças

O DIREITO DAS CRIANÇAS
(Ruth Rocha)

Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cahorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!

martedì 3 novembre 2009

INDIFFERENZA CI RENDE VUOTI

Quando sentiamo che in un attentato centinaia di persone sono morti in Afgnaistan, Irak, ecc, ecc..oppure che in una guerra in Ruanda ne sono morti migliaia di persone...a noi cosa importa? Tanto sono africani, si ammazzano tra di loro da sempre. Quando sentiamo che in un secondo muoiono più di mille bambini di fame nel mondo...e allora? Oppure che gli accordi tra l'Italia e Libia su respingimento dei clandestini provoca centinaia di morto nel confini per esempio tra Libia e Niger...qui gli immigrati che cercavano di raggiungere l'Italia vengono respinti e lasciati morire nel deserto di sete e di fame senza nessuna protezione umanitaria. Eppure l'Italia è un paese Cristiano che lotta contro la decisione della corte europea di togliere il crocefisso nelle scuole...però non riconosci i suoi fratelli (africani)in cristo...l'importante è che sono morti fuori dei nostri confine mentale...
Gli uomini sono diventati indiferente ormai a tutto...nessuno si scandalizza per nulla...siamo diventati degli Ipocrite quando vediamo qualche catastrofe o omicidio in tv...dopo la notizia continuiamo a fare ciò che stavamo facendo prima, senza neanche il tempo di riflettere sull'accaduto. Un pò è anche colpa della tv ma, noi che la guardiamo siamo adulti con capacità di riflettere sulle cose almeno 1 minuto al giorno...ma non lo facciamo...è troppo impegnativo e poi si perde del tempo...o meglio la cosa non ci riguarda da vicino....
L'indifferenza è il peggior difetto che l'essere umano puo' avere.
Un difetto che spesso condiziona la nostra vita, ci rende vuoti,
inutili, guardiamo le persone con distacco, chiusi nella nostra indifferenza e nel nostro egoismo e tendenzialmente arriviamo a offenderle, non ci importa delle ferite che arrechiamo.
Cio' che conta siamo noi. Noi e basta.
E' giusto secondo voi?
Sentiamo spesso parlare di tanti problemi nel mondo,i bambini nascono e muoiono, la povertà spesso uccide, gli uomini stessi non hanno compassione tra loro.
ma noi siamo qua', siamo tranquilli, siamo intoccabili, eppure nel nostro piccolo ci dedichiamo ad una sorta di indifferenza verso le stesse persone che cercano di starci accanto, spesso nel nostro egoismo, scarichiamo su di loro tutto quello che non va, tutto cio' che non tolleriamo.
Si, possiamo da un certo punto di vista paragonare 'indifferenza ad EGOISMO.
In effetti siamo tutti un po' così...tendenzialmente ci feriamo a vicenda..
ma cio' che fa piu' male sono sicuramente le offese gratuite..io sono dolce e tu sei amaro.
Ma chi è dolce e si preoccupa degli altri, non deve prendersela a male...
è chi è stupido ed egoista che resterà solo!

sabato 12 settembre 2009

Falsa Esperança

Falsas esperanças... podem esperar sentados


«É tudo muito bonito quando se consegue fazer um discurso açucarado, mercê de uma esmola do governo chinês. Soa bem aos ouvidos palavras como, "Esperança", "Ensino", "Formação", "Desenvolvimento", etc, etc. Graças a Deus a língua portuguesa, palavras como essas que acabei de enumerar, são pronunciadas na Guiné-Bissau.»


Tendo em conta ao passado histórico e recente, tenho ousadia de afirmar categoricamente que a Guiné-Bissau é um exemplo claro de desperdício de quadros a todos os níveis.

O Secretário de Estado do Ensino, não tem a noção da tamanha barbaridade que disse, quando falou da necessidade do país em formar jovens que futuramente irão contribuir para o desenvolvimento do país, por uma simples razão de o país ter um dos índices mais baixos de alfabetização do mundo, onde os Professores não recebem salários há mais de 10 meses, e são desrespeitados pela classe política.

O país neste momento conta com muitos licenciados nos países da UE, Russia, Cuba, Marrocos, Argélia, Senegal, etc, mas só regressam à casa os estudantes formados nos países extra-COMUNITÁRIOS da UE.

Porque será?

A resposta é trivial: temos quadros que regressaram dos países acima supracirados, exceptuado os da UE e que até à data estão sem trabalho e os que estão a trabalhar não recebem salários.

Onde é que entra a palavra "Esperança" e " Desenvolvimento"?

Nunca ninguém questionou o facto do país não contar com médicos formados nos países da UE nos seus hospitais, porque nenhum deles seria idiota para pagar do seu bolso a passagem de regresso, para ir trabalhar num hospital sem condições mínimas de funcionamento, e com um salário miserável. Quem diz médicos, também, pode bem falar de Engenheiros e Arquitectos.

Temos o ensino mais pobre do mundo, com alguns Educadores e Professores sem formação pedagógica. Estamos a ser governados por pessoas que não têm formação superior e sem experiência na matéria, isto é, uma ignorância total e uma ambição desmedida que leva a que não haja o bom senso de deixar mandar aquele que é inteligente.

Por todas essas razões e com a actual conjuntura do país, permite-me substituir as palavras proferidas pelo inocente Secretário de Estado do Ensino que não deve perceber nada disto, por outras, como sejam, "ignorância", "desperdício", "irresponsabilidade", "desconhecimento", etc, com total falta de ideias para solucionar os problemas da educação e ensino no país.

sabato 5 settembre 2009

Siamo schiavi della falsa insicurezza

Prima di presentare gli spunti di analisi è utile procedere con un chiarimento sulle definizioni delle parole al centro dell'articolo, parole generalmente fonte di incomprensioni: con il termine “paura” qui si intende il sentimento diffuso di insicurezza e di minaccia al proprio benessere fisico-materiale e alla propria identità soggettiva e sociale percepito dagli individui. In tale prospettiva, paura e insicurezza verranno utilizzate come sinonimi.
Con il termine “potere”, al contrario, ci si riferisce a due differenti, e fra loro connesse, dinamiche di dominio: sia in senso focaultiano, come circolazione di pratiche discorsive che impongono una visione del mondo e uno specifico “sentire la realtà”; sia in senso istituzionale, come potere organizzato all'interno di istituzioni formali e legittimate alla gestione del controllo sociale. I due concetti, sebbene qui presentati come due momenti distinti, nella realtà interagiscono e si contaminano in un unico processo di gestione del dominio che concorre a formare, mantenere e riformulare l'ordine economico, sociale e simbolico delle relazioni umane all'interno dei sistemi sociali.

Il tema diritti e paura chiama in causa necessariamente il potere e le sue forme organizzative: Michael Moore, al termine del film Fahrenheit 9/11, come postilla di chiusura riprende la nota riflessione di George Orwell esposta in “1984” per mostrare come le politiche che diffondono insicurezza e paura siano uno strumento nelle mani del potere organizzato per legittimarsi e legittimare la propria azione, ridurre le garanzie giuridiche formali e spostare l'attenzione dell'opinione pubblica da temi più pressanti e scomodi. In altre parole, attraverso le politiche della paura e dell'insicurezza le istituzioni di potere hanno la possibilità di rendere legittimo un maggiore controllo sociale (il potere diviene un meta-potere: uno strumento per rafforzare il potere stesso).

L'utilizzo della paura e del desiderio di sicurezza, tuttavia, ha risvolti non solo politici e sociali, ma anche economici: i rapporti annuali del Sipri e il rapporto del 2003 dello United for a Fair Economy mostrano come le campagne elettorali spesso siano finanziate dai produttori di armi e, viceversa, è evidenza quotidiana come nelle dinamiche politiche (propoaganda, dibattiti, talk-show, comizi etc.) per la conquista del potere il tema della sicurezza ricopre un ruolo sempre dominante (nelle elezioni presidenziali del 2002 un fattore di non poco conto nella sconfitta di L. Jospin fu certamente l'intenzione nel suo programma politico di emanare un divieto sul possesso di armi da guerra per la popolazione civile).
Sempre dal Sipri abbiamo visto come l'intervento in conflitti armati, alimentare l'insicurezza nazionale e internazionale, la paura di essere al centro di futuri possibili attentati o di una minaccia costante nella vita di ogni giorno, siano strategie che aumentano le spese militari degli stati e, di conseguenza, gli utili delle industrie produttrici che tanta parte hanno nel bilancio economico di uno stato (nell'ultimo rapporto del Sipri la spesa mondiale delle armi è aumentata del 3,5% tra il 2005 e il 2006).

L'esposizione di questi dati portano a una considerazione necessaria: non si valuta l'opportunità delle spese militari, ma la radicalizzazione del senso di insicurezza attraverso la politica e l'economia che, definendo un mondo sotto lo scacco costante di una minaccia e di una guerra, porta a un mondo iper-militarizzato e controllato, come se in guerra vi fosse realmente.
La minaccia di un attentato terroristico è di per sé una realtà probabile, in potenza: sebbene misure di sicurezza preventiva possano essere necessarie, la salute di una società e dei diritti civili si misura, paradossalmente, anche dalla possibilità che attentati terroristici possano accadere. L'affermazione non rientra nei significati delle pratiche discorsive dominanti e per non essere al centro di facili obiezioni ha, dunque, bisogno di precisazioni: solo una società autoritaria e controllata in ogni suo ganglio può prevenire qualsiasi attentato terroristico, ossia una società che riduce le garanzie civili e politiche per allargare la rete del controllo. Un sistema nazionale che favorisce la partecipazione e le libertà civili e politiche si espone necessariamente al rischio della violenza: il successo consiste nell'intervenire sulle cause della violenza, non nel controllare le sue possibilità di espressione.

Un obiezione della tesi fin qui proposta potrebbe consistere nell'affermare che l'insistenza sui temi dell'insicurezza e della paura da parte delle istituzioni politiche ed economiche sia in realtà l'espressione del sentimento reale percepito dalla popolazione, per la quale la paura dell'altro gioca un ruolo fondamentale nella costruzione psicologica dell'identità. La politica, insomma, come cassa di risonanza dell'opinione pubblica e delle esigenze psicologiche. Cercare di capire quali direzioni esistano fra i due poli è impresa ardua ed è forse anche un'operazione non così decisiva: l'influenza tra sentimento percepito e politica non è unilaterale, ma al centro di un continuo scambio. I discorsi politici alla televisione e le notizie dei telegiornali entrano nei discorsi quotidiani, rafforzano una visione della realtà che a sua volta forma un serbatoio di immagini al quale le forze politiche traggono informazioni e ispirazioni. Il potere, inteso focaultianemente come sapere, circola nelle pratiche quotidiane, nei media, nelle istituzioni e impone una visione del mondo nel quale la paura ha un posto centrale, rispondendo a bisogni psicologici e a interessi economici e politici. Quanto è necessario, allora, è rafforzare una resistenza ai discorsi dominanti e seppure una responsabilità etica alla resistenza spetterebbe maggiormente alla politica, tuttavia, vi sono le influenze dei meccanismi strutturali di funzionamento del campo politico (per usare una definizione di Bourdieu) derivanti dalle forze economiche che impongono vincoli e marginalizzano quella stessa responsabilità in termini individuali (il finanziamento delle campagne elettorali, le necessità del bilancio etc.).

Un terzo attore nella costruzione delle politiche della paura che ha al suo interno un ruolo fondamentale e che si integra con le esigenze politiche, economiche e psicologiche (ossia gli interessi dei tre campi prima esaminati) è l'industria dei mass media: spinti dalla conquista dell'auditel per sopravvivere economicamente e dalla velocità dei tempi comunicativi a ricercare notizie e informazioni spettacolari e superficiali, giornali e telegiornali sono sempre pronti a diffondere un senso di minaccia e insicurezza (si vedano gli studi di Altheide o di Bourdieu).
Gli esempi sono diversi: i fatti di cronaca occupano sempre più spazio e sempre più sono messi in relazione ad una condizione di minore sicurezza legata a pregiudizi e cliché. Appena successa la tragedia di Campignano, ad esempio, dove una madre incinta è stata uccisa all'interno della sua casa, immediati i sospetti dei giornali sui probabili assassini extracomunitari e le immancabili interviste della gente locale a lamentarsi di “come ormai non si è più al sicuro da nessuna parte, nemmeno qui che fino a qualche tempo fa era un paese tranquillo”.
O ancora, gli appelli continui alle minacce del terrorismo o le immagini di violenza della guerra: proprio oggi, 19 giugno, sull'edizione online del corriere.it compare un articolo su un video diffuso da cellule estremistiche in Afghanistan contente l'addestramento di futuri terroristi. E il commento dice: ”Gli esperti non sottovalutano la minaccia, ma al tempo stesso ritengono che si tratti comunque di una iniziativa mediatica e propagandistica”.
Tre sono gli elementi interessanti di questa frase: innanzitutto a parlare sono gli esperti i quali, in possesso di un sapere quasi esoterico che definisce il loro status, sono al di là di qualsiasi critica o confronto. Secondariamente, si parla di minaccia e si dice che gli esperti sono in allerta: la reiterazione periodica di questi rischi controllati ma minacciosi crea un'assuefazione vigile, un meccanismo di tensione costante ma controllato che favorisce e legittima le strutture istituite per il controllo stesso.
Terzo, il video è definito come una strategia di propaganda mediatica: ciò significa che le politiche mediatiche della paura non sono un'esclusiva del mondo occidentale. Cremonesi, giornalista del Corriere, si è spinto al punto di parlare di una nuova epoca della televisione e dei media che dal dolore, fattore chiave di spettacolarizzazione dell'ultimo ventennio del secolo (Boltanski), sono passati alla paura. E quest'ultimo punto, la mondializzazione mediatica della paura è piuttosto interessante per continuare l'analisi introducendola in un quadro comparativo.

La diffusione di politiche dell'insicurezza, di uno stato di guerra a bassa intensità ma permanente come strumento per organizzare il consenso, marcare l'identità e mantenere il controllo (ossia uno strumento di potere, così come indicato da Orwell) è la strategia adottata anche dai “nemici” definiti dal mondo occidentale. Nord Corea, fondamentalisti islamici, Cecenia, gruppi criminali in Messico si servono sempre più di politiche della paura: sia attive (ossia diffondere insicurezza negli stati ritenuti nemici) sia passive (alimentare un senso di insicurezza all'interno della loro popolazione per legittimare la loro azione e forma organizzativa). E tali politiche si servono sempre più dei mass media come mezzo di espressione per accedere a quel grado di realtà che nella nostra contemporaneità solo i mezzi di comunicazione riescono ad assicurare. Accedere a questo grado di realtà significa costruire un'immagine del reale che esclude altre costruzioni alternative, significa possedere quel peso specifico necessario per influenzare i processi economici e politici sui diversi piani locali e internazionali, significa essere riconosciuti come attori con i quali entrare in relazione di cooperazione o di conflitto.
Nel 1993 Huntigton ha introdotto il noto concetto di “scontro di civiltà”: al di là delle critiche che l'antropologia culturale ha portato all'idea sottostante il lavoro del politologo e storico americano di una cultura come “pacchetto” ancorato ad un territorio nazionale (Clifford, Geertz, Hannertz) e quindi pura, statica e impermeabile – le uguaglianze nelle strategie politiche e comunicative fondate sulla paura al fine di organizzare il consenso radicalizzando il conflitto mostrano un'analogia, una similitudine che avvicina i due mondi piuttosto che allontanarli. La qual cosa dovrebbe farci riflettere.

Si obietterà che i contenuti normativi e di valore sottostanti alle strategie sono differenti, ma il punto in questione dell'articolo non è scoprire per quali valori è sventolata la bandiera della paura, ma analizzare la paura come linguaggio politico e mediatico e i suoi effetti sul potere e sulle forme di organizzazione sociale.
Sappiamo che un linguaggio è un modo di definire, classificare e ordinare la realtà, è una visione percettiva che orienta e costruisce una realtà sociale (Bourdieu). Se un linguaggio istituisce un modo di guardare al mondo, allora le realtà costruite attraverso i linguaggi politici e mediatici della paura nel mondo occidentale e nel mondo arabo hanno necessariamente delle analogie che devono essere comprese per affrontare con maggiore consapevolezza le influenze strutturali che determinano il nostro modo di rappresentare e rapportarci agli altri.
Vediamo alcune similitudini: in entrambi i casi, l'altro, il soggetto debole direbbe Dollard, che sia l'arabo, lo slavo o l'occidentale, è sempre il capro espiatorio dei mali che affliggono il mondo e quindi la vera fonte della paura (in ogni fatto di cronaca nera in Italia, per esempio, il primo sospetto è un extracomunitario; mentre sull'altro versante l'imperialismo occidentale è la fonte di ogni male); in entrambi i casi l'altro è sempre oggetto di una generalizzazione (quando si parla di terroristi si parla di arabi, i presunti criminali sono rumeni, mentre il criminale italiano è identificato in maniera individuale “il signor Tal dei Tali”; allo stesso modo l'occidentale è l'infedele, l'imperialista etc.).

Le strategie politiche e mediatiche della paura giocano sulla generalizzazione che sfuma le differenze individuali per definire gli altri come accomunati da alcuni tratti specifci e imprescindibili. Attraverso gli studi della psicologia sociale (ad esempio Turner e i coniugi Sherif) sappiamo che la categorizzazione è un processo cognitivo fondamentale per la costruzione dell'identità che indica un “Noi” sempre in contrapposizione con un “Loro”. E il processo, come indicava Deridda, è sempre in negativo (l'arabo manca di qualità del noi come la pietà, la dignità, lo sviluppo intellettuale e morale; mentre l'occidentale manca della fede, dei valori musulmani, dell'umiltà etc.). Tuttavia, la giustapposizione generalizzante Noi/Loro quando viene radicalizzata dalle strategie della paura e dell'insicurezza producono effetti noti: intolleranza, pregiudizio, forme inconsapevoli di razzismo. In altre parole succede, come indicato dalla definizione della situazione di Thomas o dalla profezia autoavverantesi di Merton, che quanto crediamo e definiamo reale attraverso il linguaggio mediatico e politico della paura ci conduce a comportarci in difesa di una presunta purezza dell'identità e della cultura (anche se poi decidiamo di ballare la danza del ventre al laboratorio di danza sotto casa e passare le vacanze in Mar Rosso o fare acquisti a Dubai).

Allora lo scontro diviene reale, la paura è manipolata e strumentalizzata e le diverse strategie concorrono a creare un ambiente internazionale di conflitto aperto e radicale, instabile e polarizzato in un circolo vizioso che seguita poi ad alimentare le stesse politiche della paura. In un tale clima, infatti, l'opinione pubblica e il consorzio civile invece che chiedere maggiore partecipazione e la soluzione degli squilibri che formano l'habitat per il sorgere delle minacce, si aggrega attorno ad una maggiore chiusura, all'idea di stati più autoritari che limitino le libertà e i diritti civili (piani sull'immigrazione, controllo urbano, violazioni alla privacy, libertà di associazione, negazione del diritto processuale etc.) e forniscano maggiore protezione. E il paradosso è che così facendo le società occidentali, che fanno dei diritti l'emblema della democrazia, si ritorcono su se stesse. In Italia, purtroppo, tutto questo è un film già visto quando l'intenzione degli attentati di Prima Linea a Milano dei magistrati Galli e Alessandrini avevano come scopo prioritario quello di radicalizzare e militarizzare il conflitto, mostrare il volto autoritario della democrazia.
La radicalizzazione delle identità e la riduzione dei diritti sono, dunque, espressione e alimento delle strategie politiche e mediatiche della paura, favorite dalla situazione internazionale e dai processi economici e psicologici prima indicati, che avvicinano piuttosto che allontanare i diversi sistemi sociali nel mondo nella gestione del potere e delle organizzazioni sociali.

Esiste, inoltre, un'ulteriore considerazione legata alla richiesta di maggiore chiusura e autoritarsmo: quanto maggiore è la sicurezza raggiunta, tanto più è la percezione dell'insicurezza. Il paradosso è evidente: non esistono sistemi d'allarme o sofisticazione di armi e controllo che ci possano mettere al sicuro per sempre, eppure più è l'affanno a creare nuovi sistemi di sicurezza maggiore è la percezione dello spazio marginale lasciato all'insicurezza. Il meccanismo potrebbe essere spiegato a partire dalla teoria della deprivazione relativa: maggiore è l'aspettativa e più è percepita la mancanza. In questo senso, le strategie della paura non fanno che alimentare il paradosso: un esempio potrebbe essere il caso del Nord Corea il quale vive da più di trent'anni nella costante paura, alimentata ad arte dai circoli del potere istituzionale, di essere il prossimo target dell'ingerenza statunitense. Gli effetti di questa politica sono stati: isolamento, controllo sociale diffuso (a dimostrazione che il potere non sta semplicemente nelle istituzioni), garanzie civili e giuridiche annullate e povertà estrema. E il paradosso è ancora più estremo perché secondo molti studiosi americani ad oggi nessuno stato, in quanto a sistemi di difesa, è più al sicuro e protetto da un attacco Usa come la Corea. Eppure la paura non cessa di esistere nel paese dell'Estremo Oriente.
Seppure non come il caso così tragico della Corea, un tale meccanismo è vissuto anche dalle società occidentali: l'informazione, la politica, i discorsi di ogni giorno alimentano l'impressione di essere preda di extracomunitari o di attentatori arabi e richiedono nuove telecamere, misure straordinarie, agenti di sicurezza sui treni e sui bus, squadre di quartiere perché siamo sempre meno al sicuro.
Così, seppure la sicurezza è un presupposto della libertà, se quest'ultima si trasforma solo e soltanto in libertà dalla paura, diventiamo schiavi dell'insicurezza.

In conclusione, possiamo vivere come il giovane tenente Drogo in attesa dei Tartari che non arriveranno e scoprire poi un giorno che il pericolo, come nella favola nera di Ballard, è all'interno dei nostri super condomini protetti: alla fin fine a uccidere quella giovane donna di Compignano non è stato un extracomunitario. Oppure guardare in faccia i vincoli strutturali del campo economico (i bilanci, le industrie di armi), del campo politico (le campagne elettorali, i fondi al partito), del campo mediatico (la ricerca dell'auditel e la spettacolarizzazione) e le esigenze psicologiche che concorrono alla costruzione delle strategie politiche e mediatiche dell'insicurezza e del suo circolo vizioso per divenirne consapevoli e limitarne quegli effetti che ci rendono più simili a quei “nemici” di cui tanto abbiamo paura.

Il pre-giudizio è difficile da spezzare

"E' più facile spezzare un atomo che un pregiudizio" (A. Einstein)


Una frase che sembra calzare a pennello a questo momento storico, o forse, a tutti i momenti che compongono la storia. Penso a come sia facile per chi ci governa esclamare in virata veloce il ritorno al nucleare, contro il voto del suo stesso popolo, piuttosto che capire, cercare di comprendere le possibili modalità di uno sviluppo differente.

Il pregiudizio che voglio spezzare oggi è: "Tanto non cambia niente".

Molte persone, di molte estrazioni sociali, acculturate o meno, basse, alte, magre, grasse, giovani o vecchie, pensano che nel mondo, per davvero, non ci sia verso di fare niente. Vedono il mondo e il sistema in cui l'uomo l'ha rinchiuso, come una scatola di vetro, da ossevare e forse comprendere. Una scatola impermeabile, chiusa, con la quale non si può davvero interagire.

Quei pochi che osservano la scatola con curiosità si accorgono, invece, di quanto tutto sia in precipitosa evoluzione, nei modi, nei costumi, nei tempi, nelle esigenze, nella geografia, nella vita. La vita è stata talmente stravolta in un solo secolo che è davvero stupido continuare a dire che non cambia nulla. Poichè tutto è cambiato.

L'azione umana, di gruppi di uomini, ha modellato la terra, l'ha resa differente, ha creato differenti tipi di rapporti sociali, ha fatto esplodere città, ha sfidato le impervie vette della medicina e del ridicolo. In pochi millenni l'uomo è stato capace di molteplici rivoluzioni totalizzanti.
Tuttavia aleggia sempre nell'uomo un'ombra che gli dice che la sua azione è inutile, se non negativa, che deve semplicemente accettare, passivamente, quanto gli è dato.
Come un martire nell'arena, con la colpevolezza, se appartenente a questa chiazza di mondo, di sfruttare a proprio favore un sistema che martiri rende altre persone in altre parti del mondo.

Oggi vi dico che qualcosa si può fare.
Guardatevi. Tutta la vostra, la nostra, vita è schiava del denaro, una delle tante meravigliose idee dell'uomo. Giochiamo quotidianamente un pericoloso calcolo finanziario sulle nostre stesse vite: siamo monete viaggianti.
Questo è disdicevole, sconfortante, ma appena ci se ne renda conto è quanto meno logico cercare di trarre vantaggio da una posizione amorfa.

L'uomo è un cliente, un compratore e come tale indispensabile al sistema.
L'uomo-cliente è l'alunno che legittima il maestro.
L'uomo cliente che va dietro alla pubblicità legittima i marchi e dietro di essi molto altro.
L'uomo cliente può con un solo coerente gesto rovesciare il sistema.

Vi chiedo questo gesto minimo, ma molto influente, andate a comprare qualcosa di equo e solidale, godetevelo, assieme a tutta la famiglia, lasciate che entri un'aria diversa in casa vostra. Non fatevi condizionare dalle marche dei soliti prodotti che ormai a furia di venderli snudano le persone.

La Paura dell'Altro

Prima erano "terroni".
Poi fu la volta dei "negri" o "vucumprà", che tuttosommato qualche simpatia la riscuotevano da qualcuno.
Poi venne il turno degli "albanesi" e sembra che tale fase stia lentamente passando
Oggi è il giorno radioso che teme i "Rumeni".


I fatti che i telegiornali non si stancano di elencare, morti qui, donne stuprate là, etc. colpiscono. In primo luogo per il semplice fatto che ad ogni singolo evento di cronaca che veda come protagonista "il rumeno", è data la primissima pagina.

"Il rumeno", a ben guardare, non ha una provenienza se non "casa sua", è famoso per essere criminale dall'infanzia ("che vuoi, loro crescono così"), non è adatto al lavoro (ed in questo assomiglia molto all'albanese) e non è incline alla civiltà. Sì, insomma, al "Rumeno" gli va proprio detto: "A casa mia devi fare come dico io".

Questa la coscienza comune e diffusa, che per scrupolo di precisione definisco con una sola parola: RAZZISTA.

Sì, ho sentito alcuni di voi chiedere: e allora dimmi come e cosa ne pensi tu! e rispondo subito.
Inizio da lontano, ma sarò breve, come dicono di solito i politici:

- L'Italia è un paese di frontiera, visto non solo come miraggio dalle popolazioni meno abbienti per il suo fascino da capitalismo moderno: alcuni lo vedono come lingua di terra di passaggio per raggiungere paradisi migliori quali Francia o Germania. Per questo, come dite voi, "tutti vengono qui".

- Se le popolazioni meno abbienti fanno di tutto, compreso indebitarsi nel profondo del loro corpo, pur di arrivare a camminare su questa immonda striscia di terra, questo dovrebbe farvi riflettere e capire che sicuramente Voi siete sempre stati meglio di loro, anche in zona re(tro)cessione, che avete un tenore di vita migliore perchè li avete sempre sfruttati nelle vostre fabbriche come manovalanza a basso costo (dicesi "capitalismo"), e che ad oggi sono in molti a reclamare di poter mangiare ogni giorno e magari avere un tetto.

- Le statistiche della delinquenza (è aumentata in Italia, questo è vero), dovrebbero farvi riflettere altrettanto. In qualsiasi caso di delinquenza voi guardiate (stupro, rapina, scippo o altro), a primeggiare siete sempre voi, e di gran lunga. Gli italiani dovrebbero sicuramente iniziare a guardarsi da loro stessi, prima di paventare la paura del diverso.

- I giornali marciano sopra i temi caldi che la gente sente personali, e i politici fanno uguale. Questo significa che i giornali, di rimando, aumentano la paura e le angoscie delle persone, assoggettandole a richieste improbabili di sicurezza totale; i politici poi rispondono.

- Piccola previsione: se è vero che il governo precedente nulla ha fatto in materia di sicurezza, è vero che questo farà anche troppo. Innanzitutto la legge Bossi-Fini è razzista e studiata male e Fini stesso ne è consapevole e vuole cambiarla. Questo teorema ha due corollari: il primo è che si inaspriranno i controlli verso tutti, voi compresi, e che si diffonderanno telecamere ed intercettazioni ad ampio raggio salvo ora che i giudici cominciano a scovare le malefatte degli stessi politici; in secondo luogo, l'Italia sarà forse l'unico paese a non garantire l'accoglienza primaria e asilo politico (come già fa Malta, pare con la stima di Frattini), e non solo... sparando a caso nel calderone, quante vittime innocenti perpetreremo?

Bene, adesso potete pure riaprire il giornale o guardare il tg1 e convincervi che "il Rumeno" è pericoloso, che non bisogna dargli lavoro perchè è scansafatiche, che fondamentalmente è un testa di c.... di natura, che non volete che i vostri figli giochino con i loro, che se vengono ad abitare nel vostro palazzo dovete andare via che la casa diminuisce il suo valore e cose del genere. Se proprio volete farvi un favore, investitene qualcuno, tanto reclameranno in pochi.
Cari amici di delinquenza ne capite più voi che gli stranieri e i vostri politici (certi politici intendo) ne sono un esempio.
Dopo i rumeni non so a quale razza toccherà questa discriminazione dove tutti si affrettano dopo il giudizio a dire "ma io non sono razzista".

Il Diverso...la diversità è una bella e stupida invenzione

Non esiste la diversità. Piuttosto la inventiamo noi. Quando io dico di qualcuno che è diverso, in realtà ho già deciso che lo perseguiterò. In che cosa un nero è diverso da un bianco? Per il colore della pelle? Ma chi ha deciso che questo particolare è rilevante? Sono identici per molte altre cose. Perché non lo si dice? Perché si punta invece su ciò che pare avere un'oggettiva diversità? Perché questo vi serve per espellere. Pensiamo al caso dei disabili. Sono i diversi, si dice e credo lo si dice anche in buona fede, ma dicendo che sono "diversi" già li si chiude in una dimensione esistenziale terribile. Io sono diverso da ognuno di Voi o no? Le mie abilità sono diverse da ognuno di voi o no? Perché allora di me non si dice che sono "diversamente abile" (come attualmente s'ingengna a dare una classificazione degna di discriminazione) e lo si dice solo per quegli altri? La ragione è che noi abbiamo una partecipazione collettiva a una dimensione che ci accomuna. Per esempio noi siamo guineani (della Guinea Bissau) perché abbiamo un criterio generale che ci rende tutti uguali che è Guinea Bissau, tuttavia tra di noi siamo differenti, ad esempio, per altezza, ma lo siamo solo in quanto ci riconosciamo uguali rispetto al metro, che è l'unione di misura uguale per tutti. Ci misuriamo e scopriamo che siamo differenti, siamo uguali e differenti.
La diversità non è la differenza, bensì la parola che indica il fatto che tu non partecipi alla misurazione collettiva. Il metro non ti misura. Quando noi diciamo di qualcuno che è diverso lo stiamo espellendo dal sistema di commisurazione che produce eguaglianza e differenza e che rende gli uomini, uomini, agli occhi degli altri uomini.
Siamo uguale perchè abbiamo lo stesso diritto d'essere diversi.

Il rapporto tra:Paura, Identità ed il poter politico

In che misura la paura dell'altro può rafforzare l'identità di un popolo?

Che cos'è la paura? È qualche cosa di solamente negativo? No. Per paura io intendo semplicemente l'impressione che noi abbiamo di fronte alla possibilità che si sprofondi nel disordine. Noi viviamo con questa consapevolezza che qualche volta non arriva alla coscienza. Che cosa succederebbe se fuori dalla porta ci fosse la selva, il selvaggio, il niente? Allora, stando ben chiusi in casa, noi immaginiamo che la nostra casa sia ben fortificata, quando, in realtà, non arriveremmo mai a questo niente, perché il niente per definizione non c'è. Tuttavia, ce lo rappresentiamo. La cosa sorprendente di questo meccanismo, che secondo me fonda la nostra civiltà e il nostro essere uomini, è che anche le cose più grandi vengono dalla paura. La grande letteratura viene dalla paura, ma anche semplicemente i comportamenti quotidiani vengono dalla paura. Un gatto non ha paura perché non percepisce la possibilità che il mondo non sia niente. Il gatto è tranquillo, ha degli istinti che lo portano a vivere, mentre l'uomo è costantemente preso dal timore che di là ci sia la morte, la fine, il disordine. Allora: in che senso la paura produce identità? Stando alle cose che ho detto, in un senso molto positivo, perché noi siamo quello che siamo perché sentiamo questa paura positiva. Però può darsi che in un gruppo particolarmente in crisi, che non abbia fiducia in sé, qualcuno pensi che lo strumento migliore per ricostituire il gruppo, magari per manipolarlo, per avere potere sul gruppo, sia di dire che c'è qualcuno che ci vuol male. Ossia, la paura può diventare un mito, può diventare uno strumento di potere e in questo senso essa rinforza le identità perché se tu sei italiano e hai paura che l'extra-comunitario voglia sostituirti a casa tua, tu ti spaventi; dunque aumento la tua consapevolezza dell'essere italiano. Però ti accorgi che sei solamente italiano, non sei te stesso, perché vieni ridotto a una dimensione di identità impoverita, così ogni tuo comportamento non è dettato dalla ricchezza che senti in te, ma solo dalla paura. Quindi, la paura, può influire sull'identità in due modi completamente diversi: in maniera positiva, quando la paura è aperta, si trasforma in cultura, in civiltà in produzione artistica, oppure in modo negativo, terribile, quando, attraverso questo innalzamento artificiale e mitologico della paura si arriva a una struttura sociale e politica che io non esito a definire totalitaria.

Il potere politico serve per dare forma alla paura, perché senza uno Stato saremmo del tutto impauriti. Quando la presenza dello Stato viene a diminuire, accrescono le insicurezze tra la gente. Però la paura, quando viene manipolata e mitizzata, produce un potere perverso che controlla le coscienze, che non mira alla sicurezza degli individui, ma al dominio di chi la produce. Io parlo di una macchina che, mediante gli strumenti di comunicazione di massa, diffonde paura. Essa la si inventa e la si aumenta per poterla gestire a proprio piacimento, come, per esempio, per prendere voti alle elezioni.

mercoledì 18 marzo 2009

Cosa deve aver un buon leader

A- Un Leader deve essere carismatico
Cos'è il carisma? Quando si dice che uno ha carisma? Quando possiamo parlare di capo carismatico? Quando una persona è capace di convincere altre persone a seguirlo, a formare un gruppo, un’associazione, un partito, un esercito, dando loro una meta, trasmettendo loro fiducia, entusiasmo, speranza? Per ottenere questi risultati il capo deve possedere diverse qualità. La prima è capire, intuire che cosa vuole la gente in quel momento, identificarsi con il pubblico, sentire come lui. Evita Perón veniva dal popolo, apparteneva al popolo, sapeva quali erano le speranze, i sogni del popolo. Tutti i grandi generali sono sempre stati in mezzo ai loro soldati. Cesare dormiva su una brandina da campo, Alessandro era il primo in battaglia. Quando il capo perde il contatto con la gente è perduto. E' accaduto a Mussolini quando si è alleato con Hitler.

B- La seconda qualità del capo è di credere nella meta che propone, non dubitarne mai. De Gaulle, dopo la sconfitta della Francia, è andato in Inghilterra per continuare la guerra. Era solo, non aveva esercito, non aveva niente, salvo l'assoluta determinazione di tornare vittorioso a Parigi.

C- Terza qualità è l'intuito strategico, la capacità di cogliere fulmineamente l'essenziale, di puntare diritto alla meta lasciando da parte tutto ciò che è secondario. Una sicurezza e una rapidità che gli consente di vincere in situazioni considerate disperate, ma che possono portarlo anche a errori catastrofici.

D- La quarta qualità è la capacità di stabilire un rapporto affettivo con ciascuno dei suoi. Quando li guarda, loro hanno l'impressione che li conosca tutti personalmente. Quando stringe loro le mani, quando li abbraccia, ciascuno ha l'impressione che si rivolga a lui come individuo, che lo ami come individuo.

E- Infine il capo carismatico è anche un abilissimo comunicatore attraverso le parole ma soprattutto inventando formule, simboli, bandiere, divise, scenografie, rituali, istituzioni. E anche edificando edifici, monumenti. Alessandro ha fondato decine di città, Napoleone ha sventrato e ricostruito Parigi. Grazie a queste qualità, se ci sono tensioni collettive, i capi raccolgono masse di persone insoddisfatte creando formazioni politiche che sembrano emergere dal nulla. Nei Paesi democratici queste formazioni entrano poi nel gioco politico come le altre, ma il loro capo non è sostituibile e di solito dura più di quanto non si immagini.

Un valore chiamato tempo

UN VALORE CHIAMATO TEMPO

Immagina che esista una banca che ogni mattina aggiunga sul tuo conto la quantità di 86.400 €. Questa strana banca non permette che il saldo sia cumulato nei giorni ed ogni notte cancella dal tuo conto i soldi che non hai speso. Tutti noi siamo clienti di questa particolare banca che non gestisce il nostro denaro, ma qualcosa di molto più prezioso, il nostro tempo! Ogni mattina, la banca del tempo aggiunge sul tuo conto personale 86.400 secondi; ed ogni notte cancella tutto quello che non hai speso o investito in qualcosa di vantaggioso, se non usi il tuo saldo durante il giorno, esso viene perso, non esistono bonifici o accrediti. Considera quindi il valore del tuo tempo.
Per capire il valore di un anno, pensa a qualche studente che è stato bocciato ad un esame. Per capire il valore di un mese, pensa ad una madre che dà alla luce un neonato prematuro... Per capire il valore di una settimana, pensa all'editore di un settimanale. Per capire il valore di un'ora, pensa agli amanti che non vedono l'ora di incontrarsi!


E' un post che ho trovato molto bello e interessante. E' stato pubblicato nel bolg Gocce di verità di Annett@

lunedì 16 marzo 2009

Inconsapevolezza pregiudiziale nel pregiudizio

Come possiamo capire se l'uomo appartiene veramente a un gruppo diverso dai vari gruppi?
La risposta è semplice: del gruppo ha i tratti somatici, la lingua, l'abbigliamento, la cultura, il comportamento, ma anche le divise, le bandiere e quant'altro possa servire a sancire il discrimine fra chi è dentro il gruppo e che ne è fuori.
E' chiaro che il Sordo ha una lingua, un comportamento, una cultura, forse ha anche una bandiera.

Il pregiudizio nasce proprio dal giudizio del gruppo paragonato ad un altro gruppo, dall'opinione errata che dipende da scarsa conoscenza dei fatti o da accettazione non critica di convinzioni correnti.

Tali pregiudizi si esprimono fondamentalmente nella comunicazione sociale e prevalentemente nel linguaggio. Il linguaggio può dare origine a pregiudizi.
Prendiamo come esempio i termini che sono stati via via usati negli Stati Uniti per denominare la popolazione di origine africana: prima il dispregiativo "nigger", poi il più neutro "negro", poi "colored", poi "black", infine "african american". Questo esempio si può collegare al mondo dei sordi, e cioè ai termini usati di volta in volta, in Italia, per definire la persona priva di udito: prima "sordomuto", poi "ipoacusico", poi "audioleso", poi "sordoparlante", infine "sordo". Questi esempi sono come la lotta al pregiudizio, si comincia in genere con il denunciare l'uso delle etichette ritenute offensive o, in ogni caso, caricatesi nel tempio di significati negativi. Perchè sentiamo il bisogno di precisare l'appartenenza etnica o il colore della pelle, la statura, il colore dei capelli? Se una persona non appartiene a un gruppo non può vivere in modo libero, sereno ed esprimibile; è chiaro che un soggetto ha bisogno di sentirsi bene e allora cerca dappertutto di avere o entrare nel gruppo che gli appartiene.

Per esempio i sordi pensano e/o credono che il mondo dei Sordi non abbia nessun valore culturale e linguistico, ma, in realtà, esso ha un grandissimo valore antropologico, etnico, culturale, morale e linguistico, come tutti gli uomini del mondo.

Provate a capire perchè i cinesi amano curare le piante tipo Bonsai e non le varie piante esistenti in Cina. La filosofia dei cinesi è che curare le piante "straordinarie" e "particolari" sia la cosa più importante per loro, perchè la diversità è la sorgente della bellezza interiore di ogni pianta tipo Bonsai.

La paura del diverso può provocare un disagio psicologico, perchè l'uomo vive con la propria immagine culturale attraverso le varie esperienze vissute e poi scopre che la propria immagine è frantumata. Di conseguenza egli si sente automaticamente diverso dal gruppo, allora cerca ovunque, per avere un gruppo che gli appartenga veramente; ricordatevi che la diversità è come un fiore bellissimo che ha le spine. La diversità è una rosa come i Bonsai!

Concludo dicendo che: Gli Uomini sono Uguali perchè hanno lo Stesso Diritto D'essere Diversi.

BIBLIOGRAFIA:
- Arcuri L. (1992), Razzismo. Il pregiudizio automatico - "Psicologia contemporanea";
- Arcuri L., Cadinu M.R. (1998), Gli stereotipi. Dinamiche psicologiche e contesto delle relazioni sociali - Il Mulino

lunedì 9 marzo 2009

LE PATETICHE AIUTI DEL G8, MA L'AFRICA PAGA PIU' DEL DOVUTO. QUESTI SAREBBERO AIUTI?

Ogni anno 20 milioni di africani muoiono per fame o malattie ad essa imputabili; piu' di 70 milioni sono assolutamente privi di qualsiasi forma di reddito e altri 50 milioni sopravvivono quotidianamente con un dollaro a testa. Sono stime terribili, frutto di rilevamenti di organismi specializzati dell'Onu. Stime che fanno apparire le tanto strombazzate promesse di aiuti, assicurati dagli otto paesi piu' industrializzati del mondo nel corso del recente vertice di Gleneagles, una goccia nell'oceano di miseria e disperazione che sommerge il continente africano. Che, tra il 1970 e il 2001, ha visto moltiplicarsi per 35 il suo indebitamento con l'estero. Ce lo dice la Banca Mondiale secondo la quale, nel periodo 1980-2001, i paesi in via sviluppo, Africa in testa, hanno rimborsato ai ricchi G8 la stratosferica somma di 4.500 miliardi di dollari: ne hanno versati 368 in piu' di quanti ne hanno ricevuti! La disparita' tra ricchi e poveri, allo stato attuale, raggiunge limiti che non hanno precedenti : una famiglia europea della classe media guadagna cento volte di piu' di un contadino dell'Africa subsahariana. Un abitante del Ghana, o del Kenya, deve lavorare due anni per intascare l'equivalente della parcella per un'ora di lavoro di un avvocato di New York. Negli Usa la gente spende ogni anno 60 miliardi di dollari in Coca Cola e Pepsi Cola, cioe' il doppio del prodotto interno lordo di paesi quali il Bostwana o il Kenya! - La tragedia della poverta' che vive oggi l'Africa Nera non puo' essere risolta con atti caritatevoli o promesse buone per le sfavillanti conferenze stampa. E' tutto il sistema che regola i rapporti economici tra il Nord e il Sud del mondo che deve essere rivisto, sulla base della giustizia e del diritto, se si vuole combattere, fino a che si e' in tempo, il cancro che erode l'Africa e che offende le coscienze degli uomini liberi. Per primi devono farlo i paesi che amano identificarsi nel ''Club dei ricchi'', che troppo spesso non hanno tenuto fede alle loro promesse, imponendosi per la legge del piu' forte. La violazione permanente delle regole del commercio internazionale da parte dei paesi industrializzati che impongono l'apertura dei mercati africani ai loro prodotti industriali e agricoli sovvenzionati (tanto che in Africa l'Asse del Male viene identificato con la triade Fondo Mondiale - Organizzazione Mondiale del Commercio - Banca Mondiale !), portano al fallimento molte imprese locali. Ne sanno qualcosa quei paesi che, come il Kenya e lo Zimbabwe, hanno un embrione di base industriale. Purtroppo questa parte dell'Africa, che dispone di un grande potenziale naturale e di favolose ricchezze minerarie, viene amministrata senza scrupoli da potenti locali in accordo con grandi gruppi internazionali. Ma l'addebito principale non va mosso a loro, bensi' al sistema mondiale che, con le sue leggi e le sue disposizioni ''mirate'', consente tutto cio'.- E intanto l'ecatombe continua.