sabato 7 agosto 2010

Figuras do narcotráfico na Guiné-Bissau



«Administração Interna e Administração territorial são pastas chave pelas quais passavam não só o controlo das forças de segurança mas também todos os movimentos de e para o interior do país.»

O fenómeno do narcotráfico na Guiné-Bissau e o estabelecimento das bases operacionais que levaram à criação do primeiro narco-estado africano teve o seu desenvolvimento entre 2006 e 2008. Na altura, a Guiné-Bissau, um dos países com menor índice de desenvolvimento do mundo, começou a conviver diariamente com voos nocturnos, estranhas movimentações militares em pistas de aterragem abandonadas no interior do país, e um cada vez maior número de viaturas topo de gama que faziam, elas próprias, a distinção entre o mundo do tráfico e o mundo do normal guineense.

As redes de narcotráfico inflitraram-se em todos os domínios da vida na Guiné-Bissau. Desde a classe militar à classe política, passando pelos empresários de ocasião e terminando naqueles que a troco de alguns dólares arriscavam transportar no interior do seu organismo alguns quilos de cocaína nos voos para a Europa. A disseminação da cocaína na Guiné-Bissau, pelo grau a que chegou, nunca poderia ter sido atingida sem que as mais altas figuras do Estado tivessem adoptado uma postura de “activa conivência”.

A influência de Baciro

Pedra basilar de todo o fenómeno do narcotráfico na Guiné-Bissau foi Baciro Dabó. Assassinado na madrugada de 5 de Junho de 2009 em mais uma alegada tentativa de Golpe de Estado a assolar a ex-colónia portuguesa, Baciro Dabó ocupou entre 2006 e 2008 as pastas de Secretário de Estado da Ordem Pública e posteriormente de Ministro da Administração Interna. Em final de 2008, e não obstante o avolumar de suspeitas internacionais de envolvimento no narcotráfico, Baciro foi nomeado Ministro da Administração Territorial.

Administração Interna e Administração territorial são pastas chave pelas quais passavam não só o controlo das forças de segurança mas também todos os movimentos no e para o interior do país. Baciro usou desta sua influência para

assegurar condições ao estabelecimento dos narcotraficantes sul americanos, garantindo a segurança necessária para o prosseguimento das suas operações com destino à Europa. A Guiné-Bissau tornou-se assim, pela mão de Baciro, a plataforma africana de narcotráfico por excelência. O envolvimento de Baciro no narcotráfico nunca foi um segredo de Estado Guineense. O então Ministro não escondia de ninguém os seus gostos luxuosos e o culto da ostentação que o seu súbito enriquecimento lhe permitia exibir. Baciro era simultaneamente temido e invejado. À boca pequena, o facto era comentado por toda a Bissau. Pela população em geral, que mantinha o silêncio receosa da sua aura de gangster urbano e dos seus intempestivos ataques de fúria, e pelas mais altas figuras da Nação guineense, muitas delas também beneficiárias directas ou indirectas dos negócios de Baciro.

A público chegaram apenas uma mão cheia de casos ligando Baciro ao narcotráfico. Muitos outros terão acontecido que nunca terão sido conhecidos. Isto porque Baciro usava a capa do combate ao narcotráfico, função que tinha a seu cargo como Ministro da Administração Interna, para a realização de operações de descarga com total segurança e discrição. Foi assim que largos quilos de cocaína apreendidos pelas forças de segurança guineenses sob o seu comando foram vendidos para seu proveito próprio. Para tal, Baciro simplesmente visitava diariamente traficantes locais no Bairro de Pilum, que tranquila e discretamente tratavam dos seus negócios e garantiam o escoamento da “mercadoria” no mercado internacional, nomeadamente na Europa. Com o consumo de cocaína em expansão na Europa, Baciro não perde oportunidades de conquistar esse mercado. Em 2006, desapareceram 150 embalagens de cocaína quando eram transportadas do Ministério do Interior para o Supremo Tribunal de Justiça, por forças à guarda de Baciro Dabó. Em Outubro do mesmo ano, no aeroporto de Bissau foram presos três nigerianos que transportavam cápsulas de cocaína. Quando Baciro entregou a cocaína em tribunal, tinha já trocado as originais por outras feitas por si. Não satisfeito, mais tarde, auxiliou mesmo à fuga dos três detidos.

O controlo das forças de segurança exercido por Baciro Dabó enquanto Ministro da Administração Interna permitiu também a colocação de elementos chave nos lugares certos, nomeadamente no Aeroporto de Bissau.

Tornaram-se comuns as chegadas de aviões não previstos que transportavam material “humanitário”, cargas que nunca passavam pelos serviços alfandegários por ordens do Ministro. A maioria dos elementos de segurança dos colaboravam com Baciro Dabó nas operações de narcotráfico continuam hoje a desempenhar as mesmas funções no aeroporto de Bissau.

Uma herança de Baciro para a cultura de impunidade que tomou conta do país.

Uma das maiores apreensões de cocaína em solo guineense ocorreu em Abril de 2007, quando a Polícia Judiciária capturou 635 quilos de cocaína. Inicialmente descarregada em Cufar, no Sul do país, a cocaína em estado puro estava a ser transportada para Bissau por altas patentes militares, entre os quais o capitão Rui Na Flack, braço direito do então Chefe de Estado Maior Tagme Na Waie. Cinco dias depois da detenção inicial, Na Flack foi libertado, já depois de Baciro Dabó ter assumido a liderança de um grupo de polícias que tentou assaltar as instalações da PJ, alegando actuar em nome do Presidente “Nino” Vieira. Só a chegada de representantes das Nações Unidas permitiu adiar a concretização da “libertação”.

Ligações de alto nível

Mas a transformação da Guiné – Bissau em Narco-Estado não foi trabalho exclusivo de Baciro Dabó. Apesar do lugar central que desempenhou, Baciro teve a conivência e o apoio das principais figuras do Estado Guineense, desde

políticos, militares a empresários e deputados, alguns deles ainda em funções.

“Nino” Vieira, o ex- Presidente da República Guineense assassinado a 2 de Março de 2009, ocupou um lugar central em todo este processo.

A sua posição na hierarquia do Estado e o seu estatuto na sub-região africana permitiu-lhe o forjar de ligações com o falecido Lansana Conté, Presidente da vizinha Guiné-Conakry e com o filho deste, Ousmane Conté, actualmente detido no seu país por crimes relacionados com o tráfico de droga. Entre “Nino” e Conté existiram transferências de largas somas de dinheiro, transportadas em mão por familiares do Presidente da Guiné-Bissau, a coberto de viagens efectuadas com passaportes diplomáticos.

Em Bissau, Nino Vieira utilizava sobretudo as ligações de Baciro Dabó aos narcotraficantes sul-americanos, tendo como “testa de ferro” vários elementos familiares. Aresidência de um destes “sobrinhos” do Presidente no centro de

Bissau era mesmo conhecida na cidade como um ponto de encontro habitual entre os traficantes da cidade (sul-americanos e guineenses).

“Nino” e a sua estrutura familiar ocupavam mesmo o primeiro lugar entre os traficantes que mais cocaína escoavam para Portugal.

Outra das redes a operar em Bissau era a de Tagme Na Waie, ex- Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, assassinado na mesma noite de “Nino” Vieira. A rede de Tagmé Na Waie tinha a particularidade de estar apoiada na acção dos Para-Comandos, a unidade militar com maior nível operacional do país.

Tagme controlava o narcotráfico com apoio “militar”, chegando mesmo a utilizar o edifício do Estado Maior em Bissau como armazém da droga entrada em Bissau. Terá também sido Tagmé quem conduziu Bubo Na Tchuto, então Chefe de Estado Maior da Armada, aos primeiros contactos com os narcotraficantes sulamericanos.

Depois de entrar no negócio, Bubo transformou os Fuzileiros na sua unidade militar privada, utilizando-a em regime de quase exclusividade para as operações de narcotráfico.

A particularidade das operações de Bubo Na Tchuto é que os carregamentos de cocaína vindos da América do Sul eram largados em alto mar (quer por via aérea, quer por via marítima), sendo depois recolhidos por botes da Marinha e posteriormente armazenadas em terra.

Bubo, que conduzia um veículo Hummer em Bissau (o Presidente “Nino” tinha também um Hummer, um “discreto” veículo amarelo que percorria diariamente as esburacadas estradas de Bissau) usou a sua posição na Marinha para estabelecer duas bases no arquipélago dos Bijagós, uma na ilha de Bubaque e outra em N’ghagu, a partir das quais era feita a distribuição para Conakry e para a pista de aterragem de Cufar, principal entreposto de chegada de droga na Guiné-Bissau.

O “annus horribilis” dos barões da droga

As elevadas quantias que o tráfico de droga permitia obter levaram a que os elementos das primeiras redes se tenham autonomizado, com óbvias implicações entre os diferentes actores.

Estas redes iniciais, que no início tinham elementos comuns e uma hierarquia que não era coincidente com a das estruturas das Forças Armadas ou do Estado, começaram a dispersar-se não se detendo em lealdades anteriores.

É assim que em Setembro de 2007 se verifica a ruptura entre Baciro Dabó e “Nino” Vieira. Se por um lado, Baciro começava a prejudicar as altas figuras do Estado no narcotráfico, não só por exigir para si um quinhão superior ao que era depois atribuído a essas mesmas altas figuras, por outro, a sua excessiva ostentação da riqueza começou a fazer soar os alarmes internacionais para a perigosa disseminação do fenómeno do narcotráfico no país. Com a classificação de Guiné-Bissau como Narco-Estado foi decidido internamente que era necessário uma maior discrição no tratamento destes negócios e o afastamento das figuras de Estado já “queimadas” pela Comunidade Internacional.

Pressionado, Baciro recusou a demissão e ameaçou mesmo “Nino” Vieira com revelações sobre as suas actividades ilícitas. O impasse manteve-se até 2009, “annus horribilis” dos grandes barões da droga guineenses.

As mortes de “Nino” Vieira, Tagme Na Waie e Baciro Dabó poderiam, à primeira vista, fazer crer que a decapitação das redes conduziria ao final do fenómeno do narcotráfico no país. Mas ainda hoje, muitos são os conotados com o narcotráfico que ocupam lugares de destaque na Guiné-Bissau.

Militares, políticos, empresários e um sem número de outros cidadãos comuns que beneficiando dos escassos meios à disposição dos órgãos de justiça locais continuam a desenvolver as suas actividades e as suas operações milionárias, fruto de uma cultura de impunidade que se entranhou na mentalidade do país.

Exemplo desta situação é o caso de um ex-Director Adjunto da Secreta guineense que, como forma de contrariar a vigilância que as autoridades guineenses estariam a colocar aos locais de aterragem abandonados no interior do país, resolveu, ele próprio, construir uma pista de aterragem para aviões bimotores numa propriedade que possuía no Sul do país. Primeiro as máquinas, depois os voos nocturnos, por fim as caravanas de viaturas a alta velocidade que partiam para Bissau durante as horas mortas da madrugada. Apesar de todos estes indícios, não existem registos de que até hoje este alto responsável do Estado tenha sido questionado pela Justiça Guineense. _



CONFIDENTIAL NEWSLETTER, Junho 2010

mercoledì 4 agosto 2010

Diaspora con Filomeno Lopes

Il video del nostro disco percorrendo i luoghi della nostra Storia

giovedì 17 giugno 2010

La Corte Costituzionale cancella l'aggravante di clandestinità



Ancora una bocciatura per le leggi razziste e xenofobe volute dal governo Berlusconi e dalla attuale maggioranza di governo. Questa volta è stata la Corte Costituzionale a bocciare la legge che introduce l'aggravante della clandestinità, cioè un aumento di pena fino ad un terzo previsto per chi viene condannato ed è extracomunitario. La norma - secondo quanto pubblicato dall'Ansa - è stata bocciata per violazione dell'articolo 3 e dell'articolo 25 della Costituzione. Cioè per illogicità della norma e per violazione dei principi di eguaglianza. Infatti si tratta di una aggravante che non corrisponde ad una effettiva maggiore gravità del reato ma solo ad una differenza di status (cittadino italiano o extracomunitario). E questo viola le norme costituzionali.
Invece sarebbero state dichiarate infondate le eccezioni di costituzionalità sul reato autonomo di immigrazione clandestina, punito con una multa da 5 a 10 mila euro. Anche se non incostituzionale, comunque la legge ha ricevuto pesanti critiche praticamente da tutti: Alto Commissario dell'Onu per i diritti umani, magistrati italiani, Medici senza frontiere, numerose Ong italiane e persino Famiglia Cristiana

martedì 10 novembre 2009

O Direito das crianças

O DIREITO DAS CRIANÇAS
(Ruth Rocha)

Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cahorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!

martedì 3 novembre 2009

INDIFFERENZA CI RENDE VUOTI

Quando sentiamo che in un attentato centinaia di persone sono morti in Afgnaistan, Irak, ecc, ecc..oppure che in una guerra in Ruanda ne sono morti migliaia di persone...a noi cosa importa? Tanto sono africani, si ammazzano tra di loro da sempre. Quando sentiamo che in un secondo muoiono più di mille bambini di fame nel mondo...e allora? Oppure che gli accordi tra l'Italia e Libia su respingimento dei clandestini provoca centinaia di morto nel confini per esempio tra Libia e Niger...qui gli immigrati che cercavano di raggiungere l'Italia vengono respinti e lasciati morire nel deserto di sete e di fame senza nessuna protezione umanitaria. Eppure l'Italia è un paese Cristiano che lotta contro la decisione della corte europea di togliere il crocefisso nelle scuole...però non riconosci i suoi fratelli (africani)in cristo...l'importante è che sono morti fuori dei nostri confine mentale...
Gli uomini sono diventati indiferente ormai a tutto...nessuno si scandalizza per nulla...siamo diventati degli Ipocrite quando vediamo qualche catastrofe o omicidio in tv...dopo la notizia continuiamo a fare ciò che stavamo facendo prima, senza neanche il tempo di riflettere sull'accaduto. Un pò è anche colpa della tv ma, noi che la guardiamo siamo adulti con capacità di riflettere sulle cose almeno 1 minuto al giorno...ma non lo facciamo...è troppo impegnativo e poi si perde del tempo...o meglio la cosa non ci riguarda da vicino....
L'indifferenza è il peggior difetto che l'essere umano puo' avere.
Un difetto che spesso condiziona la nostra vita, ci rende vuoti,
inutili, guardiamo le persone con distacco, chiusi nella nostra indifferenza e nel nostro egoismo e tendenzialmente arriviamo a offenderle, non ci importa delle ferite che arrechiamo.
Cio' che conta siamo noi. Noi e basta.
E' giusto secondo voi?
Sentiamo spesso parlare di tanti problemi nel mondo,i bambini nascono e muoiono, la povertà spesso uccide, gli uomini stessi non hanno compassione tra loro.
ma noi siamo qua', siamo tranquilli, siamo intoccabili, eppure nel nostro piccolo ci dedichiamo ad una sorta di indifferenza verso le stesse persone che cercano di starci accanto, spesso nel nostro egoismo, scarichiamo su di loro tutto quello che non va, tutto cio' che non tolleriamo.
Si, possiamo da un certo punto di vista paragonare 'indifferenza ad EGOISMO.
In effetti siamo tutti un po' così...tendenzialmente ci feriamo a vicenda..
ma cio' che fa piu' male sono sicuramente le offese gratuite..io sono dolce e tu sei amaro.
Ma chi è dolce e si preoccupa degli altri, non deve prendersela a male...
è chi è stupido ed egoista che resterà solo!

sabato 12 settembre 2009

Falsa Esperança

Falsas esperanças... podem esperar sentados


«É tudo muito bonito quando se consegue fazer um discurso açucarado, mercê de uma esmola do governo chinês. Soa bem aos ouvidos palavras como, "Esperança", "Ensino", "Formação", "Desenvolvimento", etc, etc. Graças a Deus a língua portuguesa, palavras como essas que acabei de enumerar, são pronunciadas na Guiné-Bissau.»


Tendo em conta ao passado histórico e recente, tenho ousadia de afirmar categoricamente que a Guiné-Bissau é um exemplo claro de desperdício de quadros a todos os níveis.

O Secretário de Estado do Ensino, não tem a noção da tamanha barbaridade que disse, quando falou da necessidade do país em formar jovens que futuramente irão contribuir para o desenvolvimento do país, por uma simples razão de o país ter um dos índices mais baixos de alfabetização do mundo, onde os Professores não recebem salários há mais de 10 meses, e são desrespeitados pela classe política.

O país neste momento conta com muitos licenciados nos países da UE, Russia, Cuba, Marrocos, Argélia, Senegal, etc, mas só regressam à casa os estudantes formados nos países extra-COMUNITÁRIOS da UE.

Porque será?

A resposta é trivial: temos quadros que regressaram dos países acima supracirados, exceptuado os da UE e que até à data estão sem trabalho e os que estão a trabalhar não recebem salários.

Onde é que entra a palavra "Esperança" e " Desenvolvimento"?

Nunca ninguém questionou o facto do país não contar com médicos formados nos países da UE nos seus hospitais, porque nenhum deles seria idiota para pagar do seu bolso a passagem de regresso, para ir trabalhar num hospital sem condições mínimas de funcionamento, e com um salário miserável. Quem diz médicos, também, pode bem falar de Engenheiros e Arquitectos.

Temos o ensino mais pobre do mundo, com alguns Educadores e Professores sem formação pedagógica. Estamos a ser governados por pessoas que não têm formação superior e sem experiência na matéria, isto é, uma ignorância total e uma ambição desmedida que leva a que não haja o bom senso de deixar mandar aquele que é inteligente.

Por todas essas razões e com a actual conjuntura do país, permite-me substituir as palavras proferidas pelo inocente Secretário de Estado do Ensino que não deve perceber nada disto, por outras, como sejam, "ignorância", "desperdício", "irresponsabilidade", "desconhecimento", etc, com total falta de ideias para solucionar os problemas da educação e ensino no país.

sabato 5 settembre 2009

Siamo schiavi della falsa insicurezza

Prima di presentare gli spunti di analisi è utile procedere con un chiarimento sulle definizioni delle parole al centro dell'articolo, parole generalmente fonte di incomprensioni: con il termine “paura” qui si intende il sentimento diffuso di insicurezza e di minaccia al proprio benessere fisico-materiale e alla propria identità soggettiva e sociale percepito dagli individui. In tale prospettiva, paura e insicurezza verranno utilizzate come sinonimi.
Con il termine “potere”, al contrario, ci si riferisce a due differenti, e fra loro connesse, dinamiche di dominio: sia in senso focaultiano, come circolazione di pratiche discorsive che impongono una visione del mondo e uno specifico “sentire la realtà”; sia in senso istituzionale, come potere organizzato all'interno di istituzioni formali e legittimate alla gestione del controllo sociale. I due concetti, sebbene qui presentati come due momenti distinti, nella realtà interagiscono e si contaminano in un unico processo di gestione del dominio che concorre a formare, mantenere e riformulare l'ordine economico, sociale e simbolico delle relazioni umane all'interno dei sistemi sociali.

Il tema diritti e paura chiama in causa necessariamente il potere e le sue forme organizzative: Michael Moore, al termine del film Fahrenheit 9/11, come postilla di chiusura riprende la nota riflessione di George Orwell esposta in “1984” per mostrare come le politiche che diffondono insicurezza e paura siano uno strumento nelle mani del potere organizzato per legittimarsi e legittimare la propria azione, ridurre le garanzie giuridiche formali e spostare l'attenzione dell'opinione pubblica da temi più pressanti e scomodi. In altre parole, attraverso le politiche della paura e dell'insicurezza le istituzioni di potere hanno la possibilità di rendere legittimo un maggiore controllo sociale (il potere diviene un meta-potere: uno strumento per rafforzare il potere stesso).

L'utilizzo della paura e del desiderio di sicurezza, tuttavia, ha risvolti non solo politici e sociali, ma anche economici: i rapporti annuali del Sipri e il rapporto del 2003 dello United for a Fair Economy mostrano come le campagne elettorali spesso siano finanziate dai produttori di armi e, viceversa, è evidenza quotidiana come nelle dinamiche politiche (propoaganda, dibattiti, talk-show, comizi etc.) per la conquista del potere il tema della sicurezza ricopre un ruolo sempre dominante (nelle elezioni presidenziali del 2002 un fattore di non poco conto nella sconfitta di L. Jospin fu certamente l'intenzione nel suo programma politico di emanare un divieto sul possesso di armi da guerra per la popolazione civile).
Sempre dal Sipri abbiamo visto come l'intervento in conflitti armati, alimentare l'insicurezza nazionale e internazionale, la paura di essere al centro di futuri possibili attentati o di una minaccia costante nella vita di ogni giorno, siano strategie che aumentano le spese militari degli stati e, di conseguenza, gli utili delle industrie produttrici che tanta parte hanno nel bilancio economico di uno stato (nell'ultimo rapporto del Sipri la spesa mondiale delle armi è aumentata del 3,5% tra il 2005 e il 2006).

L'esposizione di questi dati portano a una considerazione necessaria: non si valuta l'opportunità delle spese militari, ma la radicalizzazione del senso di insicurezza attraverso la politica e l'economia che, definendo un mondo sotto lo scacco costante di una minaccia e di una guerra, porta a un mondo iper-militarizzato e controllato, come se in guerra vi fosse realmente.
La minaccia di un attentato terroristico è di per sé una realtà probabile, in potenza: sebbene misure di sicurezza preventiva possano essere necessarie, la salute di una società e dei diritti civili si misura, paradossalmente, anche dalla possibilità che attentati terroristici possano accadere. L'affermazione non rientra nei significati delle pratiche discorsive dominanti e per non essere al centro di facili obiezioni ha, dunque, bisogno di precisazioni: solo una società autoritaria e controllata in ogni suo ganglio può prevenire qualsiasi attentato terroristico, ossia una società che riduce le garanzie civili e politiche per allargare la rete del controllo. Un sistema nazionale che favorisce la partecipazione e le libertà civili e politiche si espone necessariamente al rischio della violenza: il successo consiste nell'intervenire sulle cause della violenza, non nel controllare le sue possibilità di espressione.

Un obiezione della tesi fin qui proposta potrebbe consistere nell'affermare che l'insistenza sui temi dell'insicurezza e della paura da parte delle istituzioni politiche ed economiche sia in realtà l'espressione del sentimento reale percepito dalla popolazione, per la quale la paura dell'altro gioca un ruolo fondamentale nella costruzione psicologica dell'identità. La politica, insomma, come cassa di risonanza dell'opinione pubblica e delle esigenze psicologiche. Cercare di capire quali direzioni esistano fra i due poli è impresa ardua ed è forse anche un'operazione non così decisiva: l'influenza tra sentimento percepito e politica non è unilaterale, ma al centro di un continuo scambio. I discorsi politici alla televisione e le notizie dei telegiornali entrano nei discorsi quotidiani, rafforzano una visione della realtà che a sua volta forma un serbatoio di immagini al quale le forze politiche traggono informazioni e ispirazioni. Il potere, inteso focaultianemente come sapere, circola nelle pratiche quotidiane, nei media, nelle istituzioni e impone una visione del mondo nel quale la paura ha un posto centrale, rispondendo a bisogni psicologici e a interessi economici e politici. Quanto è necessario, allora, è rafforzare una resistenza ai discorsi dominanti e seppure una responsabilità etica alla resistenza spetterebbe maggiormente alla politica, tuttavia, vi sono le influenze dei meccanismi strutturali di funzionamento del campo politico (per usare una definizione di Bourdieu) derivanti dalle forze economiche che impongono vincoli e marginalizzano quella stessa responsabilità in termini individuali (il finanziamento delle campagne elettorali, le necessità del bilancio etc.).

Un terzo attore nella costruzione delle politiche della paura che ha al suo interno un ruolo fondamentale e che si integra con le esigenze politiche, economiche e psicologiche (ossia gli interessi dei tre campi prima esaminati) è l'industria dei mass media: spinti dalla conquista dell'auditel per sopravvivere economicamente e dalla velocità dei tempi comunicativi a ricercare notizie e informazioni spettacolari e superficiali, giornali e telegiornali sono sempre pronti a diffondere un senso di minaccia e insicurezza (si vedano gli studi di Altheide o di Bourdieu).
Gli esempi sono diversi: i fatti di cronaca occupano sempre più spazio e sempre più sono messi in relazione ad una condizione di minore sicurezza legata a pregiudizi e cliché. Appena successa la tragedia di Campignano, ad esempio, dove una madre incinta è stata uccisa all'interno della sua casa, immediati i sospetti dei giornali sui probabili assassini extracomunitari e le immancabili interviste della gente locale a lamentarsi di “come ormai non si è più al sicuro da nessuna parte, nemmeno qui che fino a qualche tempo fa era un paese tranquillo”.
O ancora, gli appelli continui alle minacce del terrorismo o le immagini di violenza della guerra: proprio oggi, 19 giugno, sull'edizione online del corriere.it compare un articolo su un video diffuso da cellule estremistiche in Afghanistan contente l'addestramento di futuri terroristi. E il commento dice: ”Gli esperti non sottovalutano la minaccia, ma al tempo stesso ritengono che si tratti comunque di una iniziativa mediatica e propagandistica”.
Tre sono gli elementi interessanti di questa frase: innanzitutto a parlare sono gli esperti i quali, in possesso di un sapere quasi esoterico che definisce il loro status, sono al di là di qualsiasi critica o confronto. Secondariamente, si parla di minaccia e si dice che gli esperti sono in allerta: la reiterazione periodica di questi rischi controllati ma minacciosi crea un'assuefazione vigile, un meccanismo di tensione costante ma controllato che favorisce e legittima le strutture istituite per il controllo stesso.
Terzo, il video è definito come una strategia di propaganda mediatica: ciò significa che le politiche mediatiche della paura non sono un'esclusiva del mondo occidentale. Cremonesi, giornalista del Corriere, si è spinto al punto di parlare di una nuova epoca della televisione e dei media che dal dolore, fattore chiave di spettacolarizzazione dell'ultimo ventennio del secolo (Boltanski), sono passati alla paura. E quest'ultimo punto, la mondializzazione mediatica della paura è piuttosto interessante per continuare l'analisi introducendola in un quadro comparativo.

La diffusione di politiche dell'insicurezza, di uno stato di guerra a bassa intensità ma permanente come strumento per organizzare il consenso, marcare l'identità e mantenere il controllo (ossia uno strumento di potere, così come indicato da Orwell) è la strategia adottata anche dai “nemici” definiti dal mondo occidentale. Nord Corea, fondamentalisti islamici, Cecenia, gruppi criminali in Messico si servono sempre più di politiche della paura: sia attive (ossia diffondere insicurezza negli stati ritenuti nemici) sia passive (alimentare un senso di insicurezza all'interno della loro popolazione per legittimare la loro azione e forma organizzativa). E tali politiche si servono sempre più dei mass media come mezzo di espressione per accedere a quel grado di realtà che nella nostra contemporaneità solo i mezzi di comunicazione riescono ad assicurare. Accedere a questo grado di realtà significa costruire un'immagine del reale che esclude altre costruzioni alternative, significa possedere quel peso specifico necessario per influenzare i processi economici e politici sui diversi piani locali e internazionali, significa essere riconosciuti come attori con i quali entrare in relazione di cooperazione o di conflitto.
Nel 1993 Huntigton ha introdotto il noto concetto di “scontro di civiltà”: al di là delle critiche che l'antropologia culturale ha portato all'idea sottostante il lavoro del politologo e storico americano di una cultura come “pacchetto” ancorato ad un territorio nazionale (Clifford, Geertz, Hannertz) e quindi pura, statica e impermeabile – le uguaglianze nelle strategie politiche e comunicative fondate sulla paura al fine di organizzare il consenso radicalizzando il conflitto mostrano un'analogia, una similitudine che avvicina i due mondi piuttosto che allontanarli. La qual cosa dovrebbe farci riflettere.

Si obietterà che i contenuti normativi e di valore sottostanti alle strategie sono differenti, ma il punto in questione dell'articolo non è scoprire per quali valori è sventolata la bandiera della paura, ma analizzare la paura come linguaggio politico e mediatico e i suoi effetti sul potere e sulle forme di organizzazione sociale.
Sappiamo che un linguaggio è un modo di definire, classificare e ordinare la realtà, è una visione percettiva che orienta e costruisce una realtà sociale (Bourdieu). Se un linguaggio istituisce un modo di guardare al mondo, allora le realtà costruite attraverso i linguaggi politici e mediatici della paura nel mondo occidentale e nel mondo arabo hanno necessariamente delle analogie che devono essere comprese per affrontare con maggiore consapevolezza le influenze strutturali che determinano il nostro modo di rappresentare e rapportarci agli altri.
Vediamo alcune similitudini: in entrambi i casi, l'altro, il soggetto debole direbbe Dollard, che sia l'arabo, lo slavo o l'occidentale, è sempre il capro espiatorio dei mali che affliggono il mondo e quindi la vera fonte della paura (in ogni fatto di cronaca nera in Italia, per esempio, il primo sospetto è un extracomunitario; mentre sull'altro versante l'imperialismo occidentale è la fonte di ogni male); in entrambi i casi l'altro è sempre oggetto di una generalizzazione (quando si parla di terroristi si parla di arabi, i presunti criminali sono rumeni, mentre il criminale italiano è identificato in maniera individuale “il signor Tal dei Tali”; allo stesso modo l'occidentale è l'infedele, l'imperialista etc.).

Le strategie politiche e mediatiche della paura giocano sulla generalizzazione che sfuma le differenze individuali per definire gli altri come accomunati da alcuni tratti specifci e imprescindibili. Attraverso gli studi della psicologia sociale (ad esempio Turner e i coniugi Sherif) sappiamo che la categorizzazione è un processo cognitivo fondamentale per la costruzione dell'identità che indica un “Noi” sempre in contrapposizione con un “Loro”. E il processo, come indicava Deridda, è sempre in negativo (l'arabo manca di qualità del noi come la pietà, la dignità, lo sviluppo intellettuale e morale; mentre l'occidentale manca della fede, dei valori musulmani, dell'umiltà etc.). Tuttavia, la giustapposizione generalizzante Noi/Loro quando viene radicalizzata dalle strategie della paura e dell'insicurezza producono effetti noti: intolleranza, pregiudizio, forme inconsapevoli di razzismo. In altre parole succede, come indicato dalla definizione della situazione di Thomas o dalla profezia autoavverantesi di Merton, che quanto crediamo e definiamo reale attraverso il linguaggio mediatico e politico della paura ci conduce a comportarci in difesa di una presunta purezza dell'identità e della cultura (anche se poi decidiamo di ballare la danza del ventre al laboratorio di danza sotto casa e passare le vacanze in Mar Rosso o fare acquisti a Dubai).

Allora lo scontro diviene reale, la paura è manipolata e strumentalizzata e le diverse strategie concorrono a creare un ambiente internazionale di conflitto aperto e radicale, instabile e polarizzato in un circolo vizioso che seguita poi ad alimentare le stesse politiche della paura. In un tale clima, infatti, l'opinione pubblica e il consorzio civile invece che chiedere maggiore partecipazione e la soluzione degli squilibri che formano l'habitat per il sorgere delle minacce, si aggrega attorno ad una maggiore chiusura, all'idea di stati più autoritari che limitino le libertà e i diritti civili (piani sull'immigrazione, controllo urbano, violazioni alla privacy, libertà di associazione, negazione del diritto processuale etc.) e forniscano maggiore protezione. E il paradosso è che così facendo le società occidentali, che fanno dei diritti l'emblema della democrazia, si ritorcono su se stesse. In Italia, purtroppo, tutto questo è un film già visto quando l'intenzione degli attentati di Prima Linea a Milano dei magistrati Galli e Alessandrini avevano come scopo prioritario quello di radicalizzare e militarizzare il conflitto, mostrare il volto autoritario della democrazia.
La radicalizzazione delle identità e la riduzione dei diritti sono, dunque, espressione e alimento delle strategie politiche e mediatiche della paura, favorite dalla situazione internazionale e dai processi economici e psicologici prima indicati, che avvicinano piuttosto che allontanare i diversi sistemi sociali nel mondo nella gestione del potere e delle organizzazioni sociali.

Esiste, inoltre, un'ulteriore considerazione legata alla richiesta di maggiore chiusura e autoritarsmo: quanto maggiore è la sicurezza raggiunta, tanto più è la percezione dell'insicurezza. Il paradosso è evidente: non esistono sistemi d'allarme o sofisticazione di armi e controllo che ci possano mettere al sicuro per sempre, eppure più è l'affanno a creare nuovi sistemi di sicurezza maggiore è la percezione dello spazio marginale lasciato all'insicurezza. Il meccanismo potrebbe essere spiegato a partire dalla teoria della deprivazione relativa: maggiore è l'aspettativa e più è percepita la mancanza. In questo senso, le strategie della paura non fanno che alimentare il paradosso: un esempio potrebbe essere il caso del Nord Corea il quale vive da più di trent'anni nella costante paura, alimentata ad arte dai circoli del potere istituzionale, di essere il prossimo target dell'ingerenza statunitense. Gli effetti di questa politica sono stati: isolamento, controllo sociale diffuso (a dimostrazione che il potere non sta semplicemente nelle istituzioni), garanzie civili e giuridiche annullate e povertà estrema. E il paradosso è ancora più estremo perché secondo molti studiosi americani ad oggi nessuno stato, in quanto a sistemi di difesa, è più al sicuro e protetto da un attacco Usa come la Corea. Eppure la paura non cessa di esistere nel paese dell'Estremo Oriente.
Seppure non come il caso così tragico della Corea, un tale meccanismo è vissuto anche dalle società occidentali: l'informazione, la politica, i discorsi di ogni giorno alimentano l'impressione di essere preda di extracomunitari o di attentatori arabi e richiedono nuove telecamere, misure straordinarie, agenti di sicurezza sui treni e sui bus, squadre di quartiere perché siamo sempre meno al sicuro.
Così, seppure la sicurezza è un presupposto della libertà, se quest'ultima si trasforma solo e soltanto in libertà dalla paura, diventiamo schiavi dell'insicurezza.

In conclusione, possiamo vivere come il giovane tenente Drogo in attesa dei Tartari che non arriveranno e scoprire poi un giorno che il pericolo, come nella favola nera di Ballard, è all'interno dei nostri super condomini protetti: alla fin fine a uccidere quella giovane donna di Compignano non è stato un extracomunitario. Oppure guardare in faccia i vincoli strutturali del campo economico (i bilanci, le industrie di armi), del campo politico (le campagne elettorali, i fondi al partito), del campo mediatico (la ricerca dell'auditel e la spettacolarizzazione) e le esigenze psicologiche che concorrono alla costruzione delle strategie politiche e mediatiche dell'insicurezza e del suo circolo vizioso per divenirne consapevoli e limitarne quegli effetti che ci rendono più simili a quei “nemici” di cui tanto abbiamo paura.